Começo esse blog sobre cinema com pompa. Assisti Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness) graças à Virgínia. Aqui, minhas impressões.
É impossível não comparar filme e livro. A impressão que tive é que o filme é uma versão otimista da história. Todo o caos do livro é mostrado de forma muito sutil. Parece que a idéia em si, de que de repente todos estão cegos, é tão forte e perturbadora que o filme tenta passar a idéia que é possível superar isso.
Na coletiva a Alice Braga disse que durante as filmagens eles ficaram muito próximos e que nos intervalos faziam o possível pra que o ambiente fosse o muito positivo. O filme também faz isso. Procura nas brechas da história as possibilidades de esperança. Por isso, acho que o filme, apesar de muito fiel aos fatos do livro, é quase uma história paralela.
O que mais?
Pela primeira vez vi, em um filme, cenas de São Paulo como geralmente vemos New York, destruída e vazia.
Me chamou atenção uma hora em que num radinho de pilha o locutor fala em português de portugal. Perguntei ao meirelles (que metido!) e ele disse que era uma homenagem ao saramago. Merecida.